Rodrigo Faour retona com este primeiro volume magistral e abrangente sobre a história da música popular brasileira, desde de 1500 até os anos 1970.
Depois da incursão pela História Sexual da MPB e pelas biografias de Angela Maria, Dolores Duran, Cauby Peixoto e Claudette Soares, Rodrigo Faour, realiza um projeto ainda mais ambicioso: criar um panorama da música popular brasileira, do final do século XV, quando os portugueses aportaram no Brasil, aos dias atuais. Neste primeiro volume, o autor delimita seu estudo entre 1500, com a contribuição dos índigenas, portugueses e escravizados, e os conturbados anos 1970.
Em História da música popular brasileira (Vol. 1), Faour escreve sobre um país de extensão continenal e musicalmente riquíssimo e com culturas diversas. Ele faz ainda um estudo sobre as transformações da produção e do consumo de música popular em diversos momentos da história, contextualizando-as e relacionando-as às mudanças políticas, sociais e comportamentais pelos quais o Brasil passou, e passa.
Atravessando ritmos como o choro, samba, marchinha, valsa, frevo, samba-canção, música caipira, baião, bossa nova, sambalanço, coco, samba-enredo, Jovem Guarda, MPB, Tropicalismo, carimbó, partido-alto, soul, samba-rock, pagode, forró, sertanejo, brega etc. , esta obra não privilegia ritmos nem artistas; sua proposta é fazer o leitor se despir de preconceitos estéticos, apresentando o máximo da diversidade do que já foi produzido em cada região do país, do mais ingênuo e sentimental ao mais revolucionário, experimental e irreverente, sem deixar de citar os sucessos mais representativos de cada artista em seu tempo.
Incluindo um encarte colorido de 64 páginas, História da música popular brasileira: Sem preconceitos (Vol. 1) é um convite ao leitor a (re)descobrir o Brasil por meio de sua expressão musical, evidenciando a diversidade de produção de cada região que compõe o país.
O segundo volume de História da música popular brasileira – sem preconceitos traz um mapeamento completo desde o fim dos anos 1970 até o início dos anos 2020.
Rodrigo Faour, já no primeiro volume de História da música popular brasileira , alertava que não existe apenas uma música popular brasileira, e sim várias, todas do seu próprio jeito. Enquanto o livro anterior abordava a história da música desde de 1500 até os anos 1970 e tratava de ritmos como choro, samba, marchinha, valsa, frevo, carimbó, samba-rock, pagode, forró, sertanejo, brega etc., este segundo volume compreende pouco mais de quarenta anos: do final transgressor dos explosivos anos 1970, quando houve um grande boom criativo e libertário em nossa música ― inclusive com o aparecimento de inúmeras cantoras e compositoras simultaneamente, como nunca antes visto ―, até precisamente 2022, numa cena dividida entre a massificação da produção em série de uma indústria muito poderosa do segmento “sertanejo” e o mercado independente.